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Moradores do Riacho Água Podre

Bacia
Pinheiros-Pirapora
Cidade
São Paulo/SP
Corpo d´Água Monitorado
Riacho Água Podre
Ponto Monitorado
R Cel Paulo Soares Moura, 300 -23.574843668933,-46.753802564946
Tipo
Associação de Moradores
Faixa Etária
Misto

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Sobre o Grupo

O GEMA iniciou suas atividades em 2000 com a formulação de um Programa de Coleta Seletiva para escolas. Tal programa visava envolver toda a escola, desde os alunos até os funcionários, num projeto que estimulava novos hábitos e o resultado da coleta era revertido para cooperativas de catadores. Para disseminar a metodologia das atividades de integração com a natureza e jogos cooperativos, foram realizados inúmeros cursos e oficinas para educadores. Participamos de inúmeras articulações públicas visando a melhoria das condições de vida e envolvimento comunitário nas soluções para esses desafios. Atualmente temos concentrado esforços em desenvolver materiais áudio-visuais para auxiliar nos processo educacional infanto-juvenil. Também temos participado de algumas articulações na região do Butantã para envolver a comunidade local nas discussões públicas e solução dos desafios locais. Políticas imediatistas desviam atenção da degradação ambiental No bairro paulistano do Butantã, o trabalho mais amplo e contínuo de educação ambiental junto às comunidades carentes esbarra na falta de políticas públicas para a solução de problemas como saneamento básico e enchentes do córrego local O nome do córrego é Água Podre. E não se trata de uma expressão exagerada, na medida em que recebeu este pouco simpático qualificativo pela decomposição orgânica em sua água que acabava provocando um mau cheiro forte e característico. É nas águas do Água Podre, localizado no bairro do Butantã, capital paulista, que desde 2004 o Grupo de Educação para o Meio Ambiente (GEMA) faz o trabalho mensal de monitoramento da sua qualidade. “O grupo nasceu em 2001 com propostas de educação ambiental”, explica César Pegoraro, biólogo, monitor da sub-bacia Guarapiranga no ‘Mãos à Obra pelo Tietê’ e um dos fundadores do GEMA, que concentrou suas primeiras atividades em cursos sobre coleta seletiva em escolas públicas, incluindo dinâmicas de integração e jogos coorporativos. O trabalho educacional foi aos poucos se estendendo para outros aspectos da relação entre o homem e o meio ambiente, sem deixar de lado o fio condutor dessa relação, que irá determinar boa parte do futuro comum: o diálogo direto com crianças e jovens para que se possa imprimir noções de preservação e recuperação ambiental desde cedo. “Um dos nossos parceiros é o CEU Butantã, onde já tivemos oportunidade de realizar atividades com os alunos e freqüentadores sobre problemas ligados à conservação do meio ambiente”, conta Cesinha. A partir das entidades que atuam com moradores do bairro surgiu o projeto Rede Butantã, que agrega cerca de 50 grupos em reuniões onde são pautados problemas de saneamento nas comunidades mais carentes, conselhos de representantes, seminários para a região, entre outros temas. “Nas reuniões com outras entidades a gente tem discutido sobre a canalização do córrego. Alguns acham que essa é a melhor solução; o GEMA é contra pois isso muda completamente o ciclo natural do rio. Temos apoio da subprefeitura do Butantã, que também se mostrou desfavorável a esse projeto”, explica o educador ambiental. E logo vem a alternativa à canalização: “Fazer campanhas junto às comunidades do entorno para não jogarem lixo no córrego. Mesmo com a coleta da prefeitura, a população insiste em fazer do local um depósito de lixo”. O esgoto e o lixo ali despejados agravam a situação da água e, conseqüentemente da saúde, segundo Cesinha, lembrando que o local está cheio de ratos que vão atrás dos restos de comida acumulados com o lixo. “A gente estava em conversa com a subprefeitura do Butantã para organizar mutirões de limpeza da área com as comunidades locais. Houve mudança na administração, mas estamos novamente em contato para retomar o projeto”, revela Cesinha. O escopo do trabalho de educação comunitária abrange diversos elementos; envolve organização de atividades, infra-estrutura para possibilitar a mobilização da comunidade, tempo para se estabelecer um diálogo contínuo com os moradores do bairro e outros aspectos que todo educador conhece muito bem. Diante de tal complexidade, o apoio a lideranças locais se transforma num caminho bastante sólido para se aproximar das populações excluídas economicamente, sobretudo para entender a complexidade das carências de uma realidade na qual as pessoas se inserem como estranhas. Com um caráter próprio de quem sabe o significado de uma conquista, Cesinha aposta na capacitação de pessoas dispostas a mudar gradativamente o olhar da população sobre o ambiente em que vive. “A gente percebe que os moradores das comunidades do bairro estão muito mais ligados à cultura denuncista. Existe a preocupação em denunciar, mas não há um interesse em atuar como agente participativo na criação de propostas e soluções para melhorar as condições locais”, explica Cesinha. O educador conta que algumas comunidades já se organizaram para elaborar sugestões sobre a preservação dos recursos ambientais da região. Nosso grupo se encarrega de oferecer o suporte necessário à capacitação das lideranças locais que, por sua vez, disseminam o conhecimento adquirido entre as escolas do bairro. Mas nem sempre foi fácil estabelecer um diálogo com as comunidades do entorno do córrego, sobretudo quando se trata de despertar a percepção das pessoas para o agravamento da degradação ambiental. O educador do GEMA conta que certa vez, ao coletar água para análise, foi abordado por um rapaz que lhe disse que aquilo não levaria a nada, pois, segundo ele, o córrego já estava morto e o melhor seria passar concreto por cima. “Justamente naquele dia fazia muito calor e eu comecei a explicar para o cara que o concreto ali só faria elevar ainda mais a temperatura. ‘Com um calor desses’, perguntei, ‘você não acha que seria muito melhor, ao invés de um grande bloco de concreto, ter um córrego limpo para as pessoas se refrescarem?’. O rapaz parou, pensou um pouco e acabou sentando comigo para discutir meios de reverter tal situação”, narra Cesinha. Por aí se percebe o quanto é possível o trabalho de sensibilização para as questões ambientais. Assim como a urdidura dos fios é essencial para se compor uma trama, dialogar com fatos – seja por meio de números ou estatísticas – é vital para que as pessoas tragam à tona propostas alternativas ao descaso do poder público. Nesse sentido, Cesinha reconhece o valor da popularização dos conceitos de saneamento básico, perceptível, sobretudo, nas discussões levantadas entre os grupos que participam da Rede Butantã. “No contato com as comunidades, a gente procura enfatizar que o problema do esgoto pode ser preventivo”, ensina ele. Aos órgãos públicos responsáveis cabe fornecer o serviço de saneamento básico para o esgoto; quanto a isso, não há o que contestar. Menos ainda, diante do fato de que existem estudos, conforme aponta o educador do GEMA, mostrando que para cada 1 real investido em saneamento, economiza-se 5 reais em saúde. Já para as comunidades do entorno do córrego fica a tarefa de não transformar o local em um depósito de lixo a céu aberto. “Quando a gente leva a garotada das comunidades para visitar outras paisagens, como a represa de Guarapiranga, tenta justamente levar a essa compreensão, de que a questão ambiental vai além de seu próprio meio e não existe só em paisagens consideradas belas”, completa Cesinha.

Período de Análises:

Ótima
Maior que 40
Boa
Entre 35 e 40
Regular
Entre 26 e 35
Ruim
Entre 20 e 26
Péssima
Menor que 20

Média: 23

Análises Cadastradas

21 de agosto, 2021 - 16h32min Céu Limpo
Nota Final
21.5 - Ruim
Participantes
5
Temperatura Ambiente
27.00
Temperatura da Água
20.00
Transparência da Água / Turbidez
2 (60.00 UTJ)
Espumas
2
Lixo Flutuante
1
Cheiro
1
Material Sedimentável
2
Peixes
1
Larvas e Vermes Vermelhos
3
Larvas/Vermes Transp. ou escuros
1
Coliformes Totais
1
Oxigênio Dissolvido (OD)
1
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
Não Verificado
Potencial Hidrogeniônico (pH)
3 (6.50)
Nitrato (NO3)
1 (60.00 ppm)
Fosfatos (PO4)
1 (4 ppm)
27 de fevereiro, 2021 - 17h24min Pouca Chuva
Nota Final
24.8 - Ruim
Participantes
3
Temperatura Ambiente
22.00
Temperatura da Água
20.00
Transparência da Água / Turbidez
3 (20 UTJ)
Espumas
3
Lixo Flutuante
1
Cheiro
1
Material Sedimentável
2
Peixes
1
Larvas e Vermes Vermelhos
3
Larvas/Vermes Transp. ou escuros
1
Coliformes Totais
1
Oxigênio Dissolvido (OD)
1 (4 ppm)
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
Não Verificado
Potencial Hidrogeniônico (pH)
3 (6)
Nitrato (NO3)
1 (50 ppm)
Fosfatos (PO4)
2 (2 ppm)